As senhas são um problema cada vez maior na vida das pessoas e das empresas. Além de serem fáceis de “quebrar”,
especialmente se forem curtas e tiveram apenas números ou letras, seu
uso é imprescindível para acessar os mais variados serviços e sites:
banco, e-mail pessoal, e-mail corporativo, eGov, cartão de crédito, site
da operadora de telefonia, site da concessionária de energia, redes
sociais, aplicativos de locomoção e de refeições, sites de compras e por
aí vai. Podemos intuir que cada pessoa deva ter, em média, umas 15
senhas.
Por outro lado, a principal premissa para manter suas credenciais
(login e senha) a salvo de cibercriminosos é não repetir senhas, ou
seja, para cada serviço, uma senha diferente. Bom, a não ser para
aqueles que têm uma memória prodigiosa, esta é a receita perfeita para
os reles mortais se embananarem de vez.
Outra recomendação é que não se deve anotar as senhas para evitar que
outras pessoas tenham acesso a elas. Some-se a estas orientações, as
diferentes regras dos serviços. Alguns só aceitam números, outros
limitam o número de caracteres, outros exigem que se inclua, ao menos,
uma letra maiúscula e um caractere especial, outros não aceitam
caracteres. Aí, está feita a lambança
Talvez por estas dificuldades, muita gente opte por usar senhas
fáceis, como sequência de números e datas, e manter a mesma senha para
diversos sites e serviços. Infelizmente, esta é a decisão que os
crackers mais gostam. Eles tiram proveito da reutilização de senhas. Tem
um estudo da Auth0 (The State of Secury Identity) que afirma que,
quando um titular de uma conta reutiliza as mesmas senhas (ou
semelhantes) em vários sites, ele cria um efeito dominó no qual um único
par de credenciais pode ser usado para violar vários aplicativos.
Mais de 50 mil incidentes diários, observados pela plataforma de
identidade da Auth0, acontecem pela reutilização de senhas por parte dos
usuários. Depois que a senha foi descoberta, é praticamente certo que
ela estará à venda na deep web. O que fazer?
Senhas longas e únicas
Usar senhas longas, com cerca de 15 caracteres, com uso de letras
maiúsculas e minúsculas, números e caracteres especiais são a principal
orientação dos especialistas. Não há como fugir. Como sabemos da
dificuldade de memorizar tantas senhas fortes, o jeito é criar uma
variação, usando duas ou três palavras, uma frase, que signifique algo
para a pessoa e não seja muito conhecida como “o nome do meu filho é …”
ou “o dia do meu casamento é 17”. Escolha algo que só você sabe. Então,
intercale letras maiúsculas e minúsculas e algum número que se encaixe
nos dizeres.
Por exemplo, a aula de matemática foi ótima no Mackenzie: AaDmFoNm#05
(o 05 seria o dia em que a aula de matemática foi ótima). Depois, para
não repetir a senha, coloque uma referência ao serviço a que ela
pertence: Para_AaDmFoNm#05_CLM. Então, esta senha é para o meu e-mail
corporativo, da CLM. Para o aplicativo de locomoção,
ficaria Para_AaDmFoNm#05_Uber.
Perceba que podem e devem ser usados caracteres especiais ou símbolos para separar as informações. Para_AaDmFoNm#05_Uber
Esqueça senhas fáceis
No ímpeto de memorizar as senhas, muita gente usa sequência de
números, como 123456, a data de nascimento, de casamento ou nascimento
de um filho, número de celular etc. Esqueça esse tipo de senha!
Encerrar a sessão ao sair
Sempre que usar suas credenciais para acessar um serviço ou site,
antes de sair, é importante deslogar porque o cibercriminoso pode roubar
o cookie da sessão.
Cofre de senhas
Algumas soluções de cibersegurança fornecem um cofre de senhas. Esta pode ser uma boa medida também.
Login universal
Para assegurar as credenciais dos colaboradores de uma empresa,
embora os cuidados sejam bem mais complexos, especialmente com o
trabalho remoto, existem tecnologias que podem melhorar substancialmente
a segurança. Uma delas é o login universal, que permite a autenticação
segura de usuários, em todos os aplicativos, do primeiro ao último
clique e em qualquer lugar, por meio de um servidor de autorização
central, que mitiga ataques de hackers de contas.
O interessante deste tipo de solução é que ela pode resolver o
problema de violação de senhas de clientes de um e-commerce, por
exemplo.
OTP
A autenticação multifator é um outro recurso que está se
disseminando. Exige um código para cada vez que o usuário se logar em
determinado serviço. O WhatsApp tem essa facilidade, que pouca gente
usa, mas que pode evitar sequestro do aplicativo.
Fonte: https://www.profissionaisti.com.br