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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Resoluções HD, Full HD, 4K, 8K e outras

Introdução

Graças à variedade de smartphones, tablets, monitores, laptops e TVs com dezenas de polegadas, nunca tivemos telas com tamanhos tão diferentes quanto hoje. Atrelada a este cenário está outra característica também rica em opções: a resolução. Termos como HD, Full HD, 1080p, 4K, 8K, XVGA e outros fazem cada vez mais parte da nossa "vida digital".
Mas, afinal, o que é resolução? Qual a diferença entre HD, Full HD, 4K e afins? Como é a relação entre tamanho de tela e resolução? Se estas e outras perguntas semelhantes permeiam a sua mente, não se preocupe: nas próximas linhas, o InfoWester explica tudo o que você precisa saber sobre o assunto.
Se você já sabe o que é tamanho de tela, resolução, densidade de pixels e aspect ratio, pode usar a lista a seguir para pular para o tópico de seu interesse. Mas é claro que a leitura na íntegra é recomendável para melhor compreensão ;-)





O que é resolução?

Há quem confunda resolução com tamanho de tela. Mesmo que esse não seja o seu caso, é conveniente aprender / relembrar como é feita a medição de uma tela antes de chegarmos à explicação sobre resoluções.

Tamanho de tela (em polegadas)

No universo das telas, há duas medidas fundamentais que são relacionadas, mas não iguais: tamanho e resolução. A primeira faz referência às dimensões físicas da tela; a segunda, à quantidade de informação que é possível exibir dentro desses limites físicos.
Por padrão, o tamanho da tela é medido em polegadas (inch, em inglês). Cada polegada, vale frisar, equivale a 2,54 centímetros ou 25,4 milímetros e também pode ser representada pelo caractere de aspas, por exemplo: 32" (32 polegadas).
Toda vez que você ouvir falar de um smartphone de 5 polegadas ou de uma TV de 40 polegadas, portanto, saberá que a medida faz referência ao tamanho da tela do dispositivo. Um tablet de 10", por exemplo, indica que a sua tela tem 25,4 centímetros (10 x 25,4).
Só que essa é uma informação um tanto imprecisa, pois as telas normalmente são retangulares, com esse "retângulo" podendo ter proporções diferentes na horizontal e na vertical, certo? Sim. É por isso que a medição é feita considerando a diagonal da tela.
Em outras palavras, medimos o tamanho da tela calculando a distância em polegadas do canto esquerdo inferior ao canto direito superior (ou vice-versa), como mostram as figuras a seguir:
Tamanho de tela: definido pelo medida da diagonal em polegadas
Tamanho de tela: definido pelo medida da diagonal em polegadas (Imagem original por LG)

O Samsung Galaxy S5 tem tela de 5,1 polegadas (Imagem original por Samsung)
O Samsung Galaxy S5 tem tela de 5,1 polegadas (Imagem original por Samsung)

Resolução de tela

Você já sabe que, por padrão, as telas têm formato retangular. Isso significa que a área desses dispositivos considera a sua largura (horizontal) e a sua altura (vertical).
É aqui que chegamos à resolução: a imagem exibida na tela é dividida em minúsculos pontos chamados pixels. Você pode entender um pixel como sendo o menor tamanho que uma imagem pode ter.
Os pixels são organizados em linhas (horizontal) e colunas (vertical). A resolução, portanto, nada mais é do que a medição que indica quantos pixels há em cada linha e em cada coluna da tela.
Assim, uma resolução de 1920 x 1080 pixels indica que a tela é capaz de exibir 1920 pixels por linha e 1080 por coluna. É como uma matriz. Via de regra, o primeiro número faz referência à largura; o segundo, à altura da tela.
Resolução: pixels na horitontal e na vertical
Resolução: pixels na horitontal e na vertical (Imagem original por Samsung)

Note que essa medida também é válida para imagens e vídeos. Você pode ter, por exemplo, uma figura de 300 x 250 pixels ou um filme de 720 x 405 pixels.

Relação entre tamanho de tela e resolução

Você já sabe que os pixels são a menor informação que uma tela pode exibir. A não ser que esteja lendo esse texto em papel, você talvez consiga distinguí-las agora se aproximar bem os olhos do monitor ou do dispositivo móvel com o qual estiver acessando esta página. Mas, por que não há uma medida fixa para definir os pixels?
Porque o tamanho dos pixels não é, necessariamente, igual em todos os dispositivos. Você pode ter duas telas de 20 polegadas, por exemplo, mas uma suporta resolução de até 1600 x 900 pixels e a outra, mesmo tendo as mesmas dimensões físicas, trabalha com resolução máxima de 1366 x 768 pixels. Se você tentar fazer exibir uma resolução maior que a suportada, o dispositivo não funcionará corretamente.
Cada pixel suporta uma cor, ou seja, uma informação. Logo, quanto mais pixels existirem, mais detalhada e rica será a imagem, pois mais informações a tela poderá exibir. Portanto, o monitor do exemplo que possui 1600 x 900 pixels pode ser considerado melhor que o segundo para determinadas aplicações.
A imagem abaixo é um exemplo que compara a mesma imagem em resoluções diferentes. A foto da direita, que possui 300 x 225 pixels, é exibida de maneira mais detalhada que a figura à esquerda, que conta com 160 x 120 pixels.
A foto da direita tem melhor resolução
A foto da direita tem melhor resolução


Densidade de pixels (PPI)

Tudo bem que as telas podem ser compatíveis com resoluções diferentes, mesmo assim, não é estranho que um monitor de 20 polegadas suporte resolução máxima de 1366 x 768 pixels e um Apple iPhone 6, por exemplo, consiga fazer 1334 por 750 pixels caberem dentro de uma tela de 4,7 polegadas? Quer dizer, considerando as devidas proporções, esta diferença não deveria ser muito maior?
O que acontece é que, com a evolução da tecnologia, as telas atuais passaram a suportar resoluções cada vez maiores, mesmo tendo dimensões reduzidas. É como se o pixel tivesse ficado tão pequeno ao ponto de ser (quase) impossível distinguí-lo com os olhos.
No caso do iPhone e outros produtos da Apple, esse feito deve-se a uma tecnologia que a empresa chamada comercialmente de Retina. Trata-se de uma técnica que permite a obtenção de pixels tão pequenos (78 micrômetros no iPhone 4 e 86 no iPad 3, por exemplo) que o efeito obtido equivale à existência de quatro pixels onde antes havia um só.
À esquerda, uma tela convencional; à direita, uma tela com Retina, isto é, alta densidade de pixels
À esquerda, uma tela convencional; à direita, uma tela com Retina, isto é, alta densidade de pixels (Imagem original porMashable

Esse dinamismo todo faz com que considerar um pixel como sendo a menor informação exibida numa tela perca um pouco de sentido, especialmente em dispositivos móveis: mais do que a resolução em si, a noção de qualidade passa a considerar o quão difícil é possível distinguir os pontos na tela.
Para tanto, convencionou-se considerar a densidade de pixels. Isso é feito por meio da medida PPI, sigla para Pixel Per Inch ou, em bom português, Pixels por Polegada.
Quanto maior o PPI, melhor a qualidade da tela: se há mais pontos, mas as dimensões físicas não mudam, pode-se então incluir mais detalhes ali.
Tal aspecto até pode não fazer muita diferença em telas grandes, como as das TVs, mas tem bastante relevância em laptops, tablets e smartphones, uma vez que utilizamos esses dispositivos de maneira muita mais próxima aos olhos. O já mencionado iPhone 6, por exemplo, tem tela com 326 PPI.
É importante não confundir PPI com DPI (Dots Per Inch ou Pontos Por Polegada). Essa última medida é semelhante, mas é comumente aplicada em atividades de impressão.

Aspect ratio (ou Proporção de tela)

Há outra característica deveras importante relacionada às telas: a proporção que determina quão largas estas são. Algumas telas têm formato mais "quadrado", embora não o sejam de fato. Outras são mais "esticadas", remetendo aos telões dos cinemas.
Como esse fator pode influenciar na exibição de imagens, vídeos e até mesmo nas resoluções, a indústria trabalha com padrões pré-determinados de formatos: o aspect ratio ou proporção de tela.
Até pouco tempo atrás, especialmente na época dos televisores e monitores CRT, o mais comum era o formato 4:3. Isso significa que, para cada quatro partes iguais de largura, a tela possui outras três de mesma proporção na altura. Dividindo esse número, temos 1,33, assim, esse resultado também pode ser utilizado para descrever o formato, embora não seja habitual.
Atualmente, o aspect ratio mais comum é o 16:9: repetindo a fórmula, para cada 16 partes iguais na largura, há outras 9 de mesmo tamanho na altura.
Esse é um formato panorâmico, ou seja, widescreen, e se tornou o mais comum no mercado. Mas há outros, embora a maioria seja pouco utilizada:
  • 3:2
  • 4:3
  • 5:4
  • 14:9
  • 16:9
  • 16:10 (ou 8:5)
  • 17:9
  • 21:9
Monitores com aspect ratio de 4:3, 16:9 e 21:9 (Imagens originais por LG)
Monitores com aspect ratio de 4:3, 16:9 e 21:9 (Imagens originais por LG)

Perceba que o aspect ratio precisa combinar com a resolução. Uma tela de 4:3, por exemplo, não será preenchida adequadamente se trabalhar com 1600 x 900 pixels.

Padrões de resoluções

A indústria também se viu na obrigação de adotar padrões de resoluções. Entre outras razões, isso se deve ao uso desse aspecto para indicar a qualidade de imagem: em tese, quanto maior a resolução, melhor a qualidade, como você já sabe.
É neste ponto que entram em cena denominações como Full HD e 4K. O que esses termos querem dizer, já que eles não informam explicitamente qual a resolução da tela?
Para que você possa compreender, as principais resoluções são explicadas nos tópicos a seguir, uma a uma.

Resolução VGA e suas variações: QVGA, HVGA, WVGA e FWVGA e outras

VGA (Video Graphics Array) é um padrão de saída de vídeo criado nos anos 1980. Foi o principal formato do tipo no mercado por muito tempo, até perder espaço progressivamente para padrões mais sofisticados, como DVI e HDMI.
Uma das várias características desse padrão é o uso da resolução de 640 x 480 pixels, razão pela qual essa combinação ficou conhecida como resolução VGA.
A partir dos anos 2000, começaram a surgir telefones e outros dispositivos móveis cujas telas tinham o VGA apenas como uma referência e, assim, utilizavam resoluções consideradas variações.
Uma delas é a QVGA (Quarter VGA), que possui 320 x 240 pixels. Um dos dispositivos baseados nesta resolução é o smartphone Sony Xperia X10 mini. Uma variante desta é a WQVGA (Wide QVGA), que conta com largura maior, mas mantém a altura: 400 x 240 pixels.
VGA versus QVGA
VGA versus QVGA

Para se adaptar a determinados dispositivos, do VGA em si também saíram versões "alargadas". Uma delas é a WVGA (Wide WVGA), que conta com 800 x 480 pixels e foi utilizada, por exemplo, nos aparelhos Google Nexus One e Samsung Galaxy S.
Outra é a FWVGA (Full Wide VGA), que expressa a resolução de 854 x 480 pixels e foi utilizada no smartphone Motorola Droid, por exemplo.
Neste ponto, é conveniente lembrar que todas essas resoluções costumam ter pequenas variações para se adequar ao aspect ratio de um dispositivo. O WVGA, por exemplo, pode possuir 720 x 480 pixels para se adequar a uma tela com proporção 16:10.
A lista abaixo mostra um resumo das resoluções VGA, incluindo algumas variações ainda não mencionadas. Não se assuste com a quantidade, tampouco se preocupe em decorá-las. A maioria é pouco utilizada, portanto, basta consultar páginas como esta para saber a resolução que cada uma representa:
  • VGA: 640 x 480 pixels;
  • WVGA: 800 x 480 pixels;
  • FWVGA: 854 x 480 pixels;
  • QVGA: 320 x 240 pixels;
  • QQVGA: 160 x 120 pixels;
  • HQVGA: 240 x 160 pixels;
  • WQVGA: 400 x 240 pixels;
  • HVGA: 480 x 320 pixels;
  • WVGA: 800 x 480 pixels;
  • SVGA: 800 x 600 pixels;
  • DVGA: 960 x 640 pixels;
  • WSVGA: 1024 x 600 pixels.

Resolução XGA e semelhantes: WXGA, SXGA, UXGA e outras

O XGA (Extended Graphics Array) surgiu na década de 1990 como complemento às especificações do VGA e do Super VGA. No que diz respeito às resoluções, esse padrão é usado para indicar a combinação de 1024 x 768 pixels que, por muito tempo, foi muito comum em telas no formato 4:3.
Aqui também há variações mais "alargadas" e devidamente chamadas de WXGA (Wide XGA). Esse nome pode se referir a pelo menos seis resoluções:
  • 1152 x 768 pixels;
  • 1280 x 720 pixels;
  • 1280 x 768 pixels;
  • 1280 x 800 pixels;
  • 1360 x 768 pixels;
  • 1366 x 768 pixels.
O Google Nexus 4 é um exemplo de smartphone que usa uma resolução WXGA, no caso, a combinação de 1280 x 768 pixels.
O Nexus 4 tem tela com 1280 x 768 pixels
O Nexus 4 tem tela com 1280 x 768 pixels (Imagem original por LG)

Há ainda uma versão denominada XGA+ que representa as resoluções de 1152 x 900 e 1152 x 864 pixels.
A seguir, um resumo com todas (ou quase todas) as variações do XGA. Novamente, não se preocupe em decorá-las:
  • XGA: 1024 x 768 pixels;
  • WXGA: de 1152 x 768 a 1366 x 768 pixels;
  • XGA+: 1152 x 900 e 1152 x 864 pixels;
  • WXGA+: 1440 x 900 pixels (há divergências quanto à existência desta resolução);
  • SXGA: 1280 x 1024 pixels;
  • SXGA+: 1400 x 1050 pixels;
  • WSWGA+: 1680 x 1050 pixels;
  • UXGA: 1600 x 1200 pixels;
  • WUXGA: 1920 x 1200 pixels;
  • QWXGA: 2048 x 1152 pixels;
  • QXGA: 2048 x 1536 pixels;
  • WQXGA: 2560 x 1600 pixels.
Aqui, convém citar que, de certa forma, as resoluções que possuem 720 pixels ou mais podem ser consideradas High Definition (Alta Definição). Você entenderá o porquê nos próximos tópicos. Antes disso, é válido conhecer as variações de "altíssima definição" do XGA:
  • QSXGA: 2560 x 2048 pixels;
  • WQSXGA: 3200 x 2048 pixels;
  • QUXGA: 3200 x 2400 pixels;
  • WQUXGA: 3840 x 2400 pixels;
  • HXGA: 4096 x 3072 pixels;
  • WHXGA: 5120 x 3200 pixels;
  • HSXGA:  5120 x 4096 pixels;
  • WHSXGA: 6400 x 4096 pixels;
  • HUXGA: 6400 x 4800 pixels;
  • WHUXGA: 7680 x 4800 pixels (ufa!).

Resolução HD (720p)

Diante do advento dos dispositivos móveis com telas sofisticadas e de TVs LCD, LED, Plasma e afinscada vez maiores, o mercado adotou uma resolução padrão não só para diminuir os problemas na exibição de conteúdo nesses dispositivos como também para apresentar um apelo fortemente comercial. É aí que surge o que conhecemos como resolução HD, sigla para High Definition (Alta Definição).
O HD faz referência à resolução de 1280 x 720 pixels, que por sua vez combina com telas widescreen (16:9). Em geral, as imagens que respeitam essa resolução apresentam qualidade bastante satisfatória.
O HD se tornou, de fato, uma referência no mercado, podendo ser encontrado em TVs de custo baixo e intermediário, assim como em smartphones e tablets. Só é preciso tomar cuidado para não confundir com suas duas variações: o nHD, que possui 640 x 360 pixels e o qHD, que conta com 960 x 540 pixels.

720p e 720i

Outro fator que resultou no surgimento da resolução HD é o padrão HDTV (High-Definition Television ou, no Brasil, TV de Alta Definição), que determina um conjunto de parâmetros para substituir sistemas de televisão tradicionais, como NTSC e PAL. Entre esses critérios está a associação da resolução de 1280 x 720 pixels com o aspect ratio de 16:9.
A essa altura, talvez você já tenha entendido: o termo 720p, que é muito utilizado, também é uma denominação que indica a resolução HD, isto é, de 1280 x 720 pixels. Mas, de onde é que saiu essa letra 'p'?
Os olhos humanos não percebem, mas o conteúdo da TV é atualizado várias vezes por segundo. Esse processo é chamado de Refresh Rate ou Taxa de Atualização e, normalmente, é medido em Hz (Hertz). Uma TV com 60 Hz, por exemplo, renova suas imagens 60 vezes por segundo. Teoricamente, quando maior esse número, mais "confortável" é a exibição da imagem na tela.
É daqui que vem o 'p'. A letra faz referência à técnica de Progressive Scan (Varredura Progressiva), que também é um dos parâmetros da HDTV. O termo indica que a atualização da tela acontece em todas as linhas desta, de cima para baixo, ou seja, todo o conteúdo exibido é renovado em uma etapa só.
Pode parecer um tanto óbvio, mas é que sistemas de TV mais antigos utilizam o Interlaced Scan(Varredura Entrelaçada), onde a atualização acontece de maneira semelhante, mas primeiro as linhas pares são atualizadas, depois as linhas ímpares, em um esquema do tipo "linha sim, linha não".
Interlaced scan: primeiro um grupo de linhas, depois o outro
Interlaced scan: primeiro um grupo de linhas, depois o outro

O Interlaced Scan é representado pela letra 'i', portanto, pode existir também o padrão 720i. Mas, não há registro de uso oficial desse termo, mesmo porque a tecnologia atual suporta 720p mesmo nos dispositivos mais simples, não havendo razão para a adoção do modo entrelaçado.
Vale destacar que os padrões que não alcançam as especificações HDTV costumam se enquadrar nas características do SDTV (Standard-Definition TeleVision). As suas resoluções mais comuns são 704 (ou 720) x 576 pixels e 704 (ou 720) x 480 pixels.

Resolução Full HD (1080p)

Se o HD já resulta em imagens muito boas, o Full HD aparece para oferecer uma experiência ainda mais enriquecedora. O termo, que também pode ser abreviado como FHD (embora essa sigla seja pouca usada), representa a resolução de 1920 x 1080 pixels, igualmente (ou mais) apropriada à proporção de 16:9.
Tal como o HD, o Full HD ganhou forte apelo comercial, algo no estilo "o HD é bom, mas o Full HD é ainda melhor". Equipamentos um pouco mais sofisticados são o alvo desse tipo de tela, como é o caso dos smartphones Samsung Galaxy S5 e do Google Nexus 5, além de monitores e TVs de diversos tamanhos, é claro.
TV Full HD
TV Full HD de 40 polegadas (Imagem original por Samsung)

1080p e 1080i

A resolução Full HD também é reconhecida nas especificações da HDTV e, consequentemente, recebe uma denominação orientada à quantidade de linhas em Progressive Scan: 1080p. Assim, você já sabe que um dispositivo que ostenta esse nome em suas especificações é Full HD.
Embora não sejam muito comuns, é possível encontrar ainda dispositivos 1080i: suas telas suportam a resolução Full HD, mas com atualização em modo Interlaced Scan.
Selo que informa que uma tela � 1080p
Selo Full HD / 1080p

Resumo

As resoluções HD e Full HD tornaram-se referência no mercado, o que é bastante útil porque esse aspecto reflete na padronização dos formatos de vídeos e imagens, por exemplo, assim como facilita a vida do consumidor, que não se perde no meio de tantas resoluções possíveis. Como mostra o resumo a seguir, as variações são poucas:
  • HD (720p): 1280 x 720 pixels;
  • nHD: 640 x 360 pixels;
  • qHD: 960 x 540 pixels;
  • Full HD (FHD ou 1080p): 1920 x 1080 pixels;
  • QHD (WQHD): 2560 x 1440 pixels.
Como a quantidade mínima de pixels na vertical para uma resolução ser considerada de alta definição é de 720, criou-se informalmente o entendimento de que qualquer valor acima disso é HD. Não deixa de ser correto, mas para um produto receber esta sigla ou a Full HD precisa respeitar as resoluções definidas para cada padrão.

Resolução 4K (UHD ou 2160p)

Ainda estamos apreciando nossos dispositivos Full HD, mas a indústria não perdeu tempo e já tornou realidade um padrão superior - quatro vezes superior, na verdade: a resolução 4K, que representa a generosíssima combinação de 3840 x 2160 pixels.
TV 4K da linha Bravia
TV 4K da linha Bravia (Imagem por Sony)

Também chamada de Ultra HD (UHD), a resolução 4K começou a ser desenvolvida em 2003, passando a ser usada pra valer em meados de 2006, pelo cinema. Poucos anos depois, no entanto, já era possível encontrar telas UHD em televisões mais sofisticadas e que custam alguns milhares de dólares.
É muito difícil encontrar uma TV 4K que tenha menos de 50 polegadas de tamanho. A razão é que, pelo menos até momento, somente equipamentos maiores conseguem aliar viabilidade técnica de construção e qualidade de imagem notoriamente superior.
É por isso que, embora haja promessas de smartphones com 4K (nenhum modelo havia sido publicado até a conclusão deste texto), muita gente vê a ideia com desconfiança: em telas pequenas, as diferenças entre Ultra HD e 4K dificilmente podem ser notadas. Teremos que esperar a indústria superar todas as limitações técnicas e lançar algum dispositivo do tipo para fazermos a prova da verdade.
Tal como nos demais padrões, a resolução 4K também tem suas variações. A combinação de 3840 x 2160 pixels é tida com a principal porque é a resolução existente nas especificações do Ultra HD Television, também conhecido como UHDTV. Assim, também podemos utilizar uma denominação que faz referência à medida vertical com Progressive Scan: 2160p. Só que, ao contrário dos termos 720p e 1080p, o nome 2160p não é muito utilizado.
Outra resolução que também é representada pela sigla 4K (mas não pela UHDTV) é a de 4096 x 2160 pixels, que foi adotada oficialmente pela Digital Cinema Initiatives (DCI), entidade formada por grandes empresas da indústria cinematográfica para determinar padrões para o segmento.
De fato, é no cinema que a resolução de 4096 x 2160 pixels melhor cumpre o seu papel, uma vez que essa combinação é mais apropriada a telas ou projeções com aspect ratio de 17:9 existentes em salas mais modernas, enquanto que a maioria das TVs se prende à proporção de 16:9. Por causa dessa diferença, a resolução de 4096 x 2160 pixels também costuma ser chamada de DCI 4K.
A montagem abaixo dá uma boa noção da "generosidade" da resolução Ultra HD:
VGA versus Full HD x 4K
VGA versus Full HD x 4K

Eis as suas principais variações:
  • 4K (UHDTV ou QFHD): 3840 x 2160 pixels;
  • 4K (Ultra Wide HDTV): 5120 x 2160 pixels;
  • DCI 4K: 4096 x 2160, 4096 x 1716 (incomum) e 3996 x 2160 pixels (também incomum).

Por que a letra 'K' em 4K?

Assim como HD e Full HD, o termo 4K não só faz referência a uma resolução como também tem forte apelo comercial. Mas, se o padrão também pode ser chamado de Ultra HD ou UHD, por que o 4K é a expressão mais usada?
Acontece que a letra 'K', na língua inglesa, é comumente utilizada para representar o número mil. Assim, se você tiver 2 mil ou 3 mil unidades de qualquer coisa, pode chamar esta quantia de 2K ou 3K, por exemplo.
Como a resolução horizontal do UHDTV é um número que se aproxima de 4000 (e o supera, no caso do DCI), presume-se que a sigla 4K passou a ser usada para representá-la porque transmite uma noção mais clara de sua grandiosidade.
Aqui, vale observar que a existência do 4K não significa que o HD e o Full HD ficarão delegados ao passado, pelo menos não por um bom tempo. Esses padrões apresentam qualidade satisfatória em celulares, tablets e mesmo televisores.
Além disso, o 4K conta com algumas desvantagens. Para começar, a quantidade de conteúdo nesse formato ainda é pequena, embora já haja filmes, transmissões de eventos esportivos e até mesmo suporte a UHD em serviços como o YouTube.
Outra possível desvantagem é que transmissões 4K exigem conexões à internet bastante rápidas, o que ainda não é realidade para muita gente, mesmo em países desenvolvidos.

Resolução 2K

Do ponto de vista comercial, pulamos do Full HD direto para o 4K, mas há um intermediário aqui: aresolução 2K. Só não é muito comum encontrar dispositivos que ostentem um selo com esse nome.
A principal razão para isso é que o 2K faz referência à resolução de 2048 x 1080 pixels. Como esta combinação é apenas um pouco maior que o Full HD (1920 x 1080), para a indústria foi mais interessante partir direto para o 4K.
Aqui também há variações:
  • 2K: 2048 x 1080 pixels;
  • DCI 2K: 2048 x 858 ou 1998 x 1080 pixels.

Resolução 5K

No segundo semestre de 2014, o mercado começou a ver a chegada de alguns poucos, mas interessantes produtos com resolução 5K. A linha de monitores de 27 polegadas UltraSharp, da Dell, é um exemplo.
A denominação 5K faz referência à resolução de 5120 x 2880 pixels (é um pouco maior que as combinações 4K, portanto) e pode trabalhar com telas de aspect ratio de 16:9 ou proporções próximas a essa.

Resolução 8K (FUHD ou 4320p)

Ao apresentar imagens quatro vezes maiores que no Full HD, a resolução 4K é espantosa o suficiente para não existir necessidade de nada ainda mais avançado, certo? A resolução 8K vem para provar que a resposta é "não".
Podendo também ser chamada de Full Ultra HD (FUHD) ou 8K UHD, a resolução 8K define uma combinação de 7680 x 4320 pixels, o que a torna 16 vezes maior que o Full HD (relembrando, 1920 x 1080 pixels). Não entendeu como? Observe a ilustração a seguir:
Resolução 8K: 16 vezes maior que o Full HD
Resolução 8K: 16 vezes maior que o Full HD

Uma vez que telas 8K ainda estão sendo desenvolvidas, há pouquíssimos equipamentos compatíveis com essa resolução. De qualquer forma, o formato deverá abranger tanto telas de cinema quanto televisores. Não por menos, a resolução 8K também é reconhecida pelas especificações do UHDTV, o que lhe confere o nome 4320p.
Aqui - adivinhe - também há variações nas resoluções, mas cada uma delas está diretamente ligada a um aspect ratio diferente:
  • 7680 x 4320 pixels: 16:9;
  • 8192 x 4320 pixels: 17:9;
  • 8192 x 5120 pixels: 16:10 (ou 8:5);
  • 10080 x 4320 pixels: 21:9.
Há ainda uma resolução inusitada chamada de 8K Fulldome que apresenta 8192 x 8192 pixels. Seu uso é direcionado a equipamentos de projeção utilizados em planetários, por exemplo.
A previsão é a de que telas e conteúdo 8K só comecem a surgir regularmente por volta de 2020. A principal empresa que aposta neste padrão é a japonesa NHK, que chama a resolução de Super Hi-Vision (SHV). Os desafios para a sua implementação são realmente grandes: atualmente, os benefícios de uma resolução tão alta só aparecem em TVs com mais de 80 polegadas.

Finalizando

No meio de tantas resoluções, você pode estar se pergutando: qual é a melhor? Bom, depende. Para quem vai comprar uma TV, já há vasto conteúdo oferecido em HD ou mesmo em Full HD a partir deBlu-ray ou serviços on-line como Netflix, por exemplo.
Felizmente, a maioria dos televisores atuais trabalham com essas resoluções. Já há alguma coisa também em 4K - inclusive, smartphones como Samsung Galaxy S5 já são capazes de gravar vídeos nesta resolução -, mas as TVs que exploram essa característica não são nada baratas.
Para smartphones, a situação é bem mais amena: na maioria das vezes, uma resolução baseada em algum padrão VGA dá conta do recado. Dá também para encontrar aparelhos com resoluções mais altas, como HD e Full HD (comum em dispostivos com 5 ou mais polegadas), mas é necessário ter ciência de que estas opções, não raramente, são mais caras.
De modo geral, a dica é esta: analisar todos os fatores que levam à melhor relação custo-benefício. No cenário atual, nem sempre as resoluções mais sofiscadas se encaixam neste contexto.
Você pode saber mais sobre o assunto nos links que serviram de referência para este texto:
Escrito por  - Publicado em 07_03_2014 - Atualizado em 17_03_2015 para o http://www.infowester.com

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

HOSPEDAGEM DE SITES: 5 PONTOS IMPORTANTES PARA CONTRATAÇÃO

Segundo o IBGE, hoje somos pouco mais de 205 milhões de brasileiros e SOMENTE metade de nós tem acesso à Internet. Com este número é possível imaginar que o mercado de web no Brasil ainda tem muito (mas muuiitooo) a crescer. Cada vez mais sites vão surgir, mais conteúdos serão gerados, mais vendas serão realizadas e para tudo isso é necessário que existam empresas de hospedagem de sites ou simplesmente HOSTs, como conhecemos em TI. 
Imagem via Shutterstock

Mas e como definir qual hospedagem de sites é melhor?

Para lhe ajudar a responder esta pergunta, abaixo listamos alguns pontos importantes a serem considerados antes da contratação de um host.
1. Nome no Mercado: Uma marca não fica conhecida por acaso. Para alcançar o patamar de reconhecimento em seu mercado de atuação, uma marca deve ser pautada na qualidade do produto ou serviço comercializado, no atendimento prestado e outros requisitos que tendem a nos satisfazer como clientes da mesma. Busque empresas que tenham nome de peso no mercado. Não procure somente por reclamações de clientes (como é comum no Brasil), busque também pelas soluções apresentadas aos problemas. Pode ter certeza, nenhuma empresa no mundo, por maior que seja, agrada 100% de seus clientes.
2. Painel de Controle: Você é um especialista em Windows? Ou conhece a fundo comandos e rotinas do Linux? Se sua resposta é NÃO, preocupe-se em saber se a empresa oferece um Painel de Controle de Hospedagem. Um painel de controle permitirá que você faça basicamente tudo que precisa sem a necessidade de conhecimentos técnicos. Por exemplo: criação de banco de dados, cadastro de contas FTP, criação de e-mails e vários outros recursos. Se você não se dá bem com a língua inglesa, busque saber também se o painel oferecido está em português, isso ajuda bastante!
3. Atendimento/Suporte: Você vai precisar, não tem jeito. Sabe quando você tem um problema no carro e o leva num mecânico, ou quando tem um problema num eletrônico e você leva numa assistência especializada? Então, é mesmíssima coisa. Numa hospedagem de sites ocorrem problemas, você terá dúvidas ou problemas e vai necessitar de ajuda em algum momento. Procure saber se a empresa oferece suporte, qual o formato, se o atendimento é em português, qual o período de atendimento, etc.
4. Backup: Problemas acontecem, isso é fato. Então, algo tão importante quanto avaliar todos os quesitos acima é saber como funciona o backup de dados oferecido pela empresa de host que deseja contratar. Procure saber como funciona a rotina de backup, se a restauração é fácil, se o backup inclui arquivos e banco de dados, etc. E não economize neste ponto! A economia de alguns míseros reais pode custar alguns milhares no caso de problemas.
5. Planos/Preços: Preço sempre conta, não é mesmo? O que está incluso no preço também, lógico. Procure saber o que cada empresa oferece a você e se o que é oferecido se encaixa nas suas necessidades. Saiba o espaço em disco oferecido, a transferência de dados, se suporta a linguagem X, Y ou Z, qual o sistema operacional, etc. Não saia contratando um host só pelo preço, avalie tudo que for possível!
Algo também muito importante, ainda mais na atual fase da economia brasileira, é saber se o valor a ser pago será em reais ou dólar. Como todos devem estar acompanhando, o dólar vem oscilando bastante (cada vez mais pra cima do que pra baixo :)), então é interessante ter a possibilidade de pagar em moeda nacional para não ter surpresas todo mês.
Fonte: www.profissionaisti.com.br/

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

3 ERROS A SEREM EVITADOS AO INGRESSAR NUMA FACULDADE DE TI

Imagine passar meses juntando dinheiro para concretizar um sonho. Esperar ansiosamente é quase uma tortura até que finalmente chega o dia de realizar a compra do seu tão sonhado carro. Mas quando finalmente você vai utilizar, percebe que o veiculo está com defeito e você terá que levar para garantia e esperar até 30 dias para resolver o problema. O relato até parece a descrição de um daqueles programas cujo tema é a defesa do consumidor… O sentimento predominante é frustração.
Imagem via Shutterstock
Imagem via Shutterstock
Semelhantemente a uma pessoa que compra um objeto e têm expectativas positivas, um recém egresso em uma faculdade de TI também tem muitas expectativas a cerca do seu futuro, tais como: bom salário, oportunidade de trabalhar, bons ambientes de trabalhos, crescimento, etc.… Contudo, ao passo que um objeto que compramos, em caso de defeito, pode obter conserto ou o dinheiro de volta, uma expectativa frustrada ao termino de um curso superior não é tão simples de se resolver. Neste artigo quero expor 3 erros que, se evitados, podem ajudar a obter bons resultados no mercado de trabalho e desta forma poder aproveitar uma profissão que gera milhares de oportunidades. 

1 – Escolher o curso baseado em quanto vai ganhar

Muitas vezes a grande mídia divulga noticias acerca da área de informática sobre oportunidades com valores de salários bem generosos e as pessoas visualizam e tomam a decisão baseado principalmente no aspecto vaga/salário. Mas, tem uma coisa muito importante a considerar: tomar a decisão baseado na sua vocação. A palavra vocação vem do latim vocare que significa chamado, é como se fosse uma voz interior que te chama, então quando atendemos essa voz interior é um caminho para satisfação pessoal.
Sempre observei que as pessoas que alcançaram notoriedade pela competência excepcional com a qual realizam suas atividades, sejam esportivas ou empresarias, possuem uma característica: amor ao que se faz! Observei que quando amamos o que fazemos somos levados a fazer cada vez melhor. Existe uma pesquisa realizada pelo professor Mark Albion e divulgada no livro Making a Life, Making a Living (Warner Business Books, 2000, ainda não publicada no Brasil) que ilustra claramente a importância do respeito à vocação e aos valores das escolhas que uma pessoa faz ao longo da carreira.
Nela, 1.500 profissionais que haviam concluído um Master in Business Administration (MBA), vinte anos antes nas melhores escolas americanas, relataram as prioridades em suas escolhas profissionais: 83% optaram pelo emprego em função do salário. Os 17% restantes optaram por aquilo que mais lhe davam prazer, independente da vida financeira. Vinte anos depois, Albion foi verificar como estava a carreira desses profissionais.  Dos 1.500, 101 tornaram-se milionários. Destes, apenas 1 pertencia ao grupo que fez a escolha orientada pelo dinheiro, todos os demais viraram milionários trabalhando no que gostavam.
Uma vocação verdadeira vai lhe proporcionar um ânimo extra para superar os obstáculos naturais do trabalho, encontrar caminhos diferentes onde outros não vêem saída, iniciativa para sempre buscar o seu melhor. Essas são características básicas para o profissional se destacar em qualquer área.

2 – Achar que Faculdade de TI  é a capacitação completa ao mercado de trabalho

O erro nesta declaração é incluir a palavra “completa”. A formação superior é um passo importante, pois estrutura a base do conhecimento e o aluno pode ter uma visão geral. É uma abordagem da ciência e conceitos que serão úteis durante toda a vida profissional. Não pretendo aqui julgar o modelo de educação, mas existe uma grande diferença entre o que o mercado exige e de fato como estão saindo os formandos.
Basear a formação apenas na faculdade é decretar que terá sérios problemas para entrar e se manter no mercado.
O cientista chefe do C.E.S.A.R, Silvio Meira, em uma entrevista intitulada “Por uma universidade revolucionaria”, diz:
A Universidade pode ter um papel revolucionário, ao invés de ser apenas um depósito de alunos e professores e uma impressora de diplomas entregues a aspirantes a vagas em concursos públicos.
Portanto, entender que é necessário ter uma atitude empreendedora é muito importante, mas o que é uma atitude empreendedora? Atividades que produzam resultados práticos. Por exemplo, se você faz um curso de Analise e Desenvolvimento de Sistemas, não precisa esperar até o último semestre para tentar criar um sistema, muito pelo contrário, a partir do primeiro semestre já comece a desenvolver algo interessante e que seja útil. Para isso você vai ver que terá que procurar livros, cursos, pessoas mais experientes, ou seja, terá que realmente entender como a coisa funciona. Esteja envolvido em grupos de estudos, procure por estágios. É muito importante entender que há o momento de focar na parte financeira e o momento que terá que focar na obtenção do conhecimento! Foque na parte financeira apenas quando dominar e entregar ao mercado valor e garantia de um excelente serviço.
Pode ter certeza que possuir um mãos um aplicativo ou um sistema que seja realmente útil é muito melhor aceito no mercado do que o diploma de curso superior ou certificações.

3 – Terminando a faculdade já terei um bom emprego e salário

“Todos querem ganhar medalhas de ouro, mas poucos querem treinar na intensidade necessária para conquistá-las” Mark Spitz (Conquistou 11 medalhas olímpicas).
É fato que a área de tecnologia traz inúmeras oportunidades, que inclusive são amplamente noticiadas, contudo, o que não é bem explicado é que para alcançar é preciso muito esforço e tempo. Essa informação confronta com essa geração z, que tem o perfil mais imediatista. Portanto, tentar explicar a um jovem que simplesmente ele vai precisar de mais um tempo de estágio para amadurecer e assim obter oportunidades melhores, talvez não seja o que ele queira ouvir.
Ao passo que os que entendem que primeiro precisam dominar as ferramentas para alcançar as melhores oportunidades vão ter uma vantagem estratégica, mesmo que isso signifique abdicar de algumas coisas e ter um pouco mais de paciência. Prepare-se para estudar no longo prazo! O importante é aproveitar cada passo, cada estágio, cada projeto. O crescimento será conseqüência de um bom trabalho.

Conclusão

Lógico que o assunto é extenso e podem ser inseridos muitos outros itens. Não foi meu objetivo aqui cobrir todo o tema, mas simplesmente orientar os novos colegas de área a alcançarem seus objetivos e, enfim, ao término do curso com o “canudo” nas mãos, não apenas contemplar um pedaço de papel, mas a finalização de um ciclo e início de outro com muitas oportunidades.
Muito mais que comprar um objeto e ter expectativas, concluir uma faculdade é realização de uma vida e motivo de orgulho, principalmente para a família. Fechar esse ciclo com a possibilidade de sucesso é um sonho.
Fonte: http://www.profissionaisti.com.br/

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

HARDWARE: AINDA UMA BOA OPÇÃO DE CARREIRA NO MERCADO DE TI?

Dentre as diversas possibilidades de trabalho dentro da TI, especializar-se em hardware foi uma boa opção durante muito tempo. O profissional de hardware destacava-se dentre os demais por compreender e ter a capacidade de consertar a parte física da computação. A popularização dos computadores e do uso da internet, a queda nos preços e os lançamentos seguidos de novas tecnologias causaram uma banalização do termo hardware, o que antes simbolizava um dos profissionais mais requisitados da área de TI, hoje, por vezes, acaba por não ser tão lembrado.
Será que esta é uma área ou profissão com menos importância nos dias de hoje? Vamos ver alguns pontos que poderão esclarecer dúvidas.
Imagem via Shutterstock
Imagem via Shutterstock

O profissional de hardware

O profissional de hardware, que pode ser tanto um analista, técnico ou engenheiro, é o profissional que está habilitado para compreender o funcionamento dos diferentes tipos de equipamentos e as corretas aplicações em cada situação ou necessidade, além de realizar reparos e adaptações em equipamentos computacionais, onde estão incluídos desde computadores pessoais até mesmos grandes servidores em data centers.
O profissional especializado em hardware atua na parte eletrônica da computação, preparando o equipamento para que os analistas de suporte e programadores possam desempenhar seus papéis. Também necessita conhecer de programação e sistemas operacionais, pois em diversas ocasiões ele necessitará programar rotinas para um equipamento funcionar e instalar e configurar o sistema operacional para que, a partir daí, outros profissionais assumam. Além de que os sistemas operacionais oferecem ferramentas de diagnóstico e códigos de erro que indicam para estes profissionais qual problema ocorre com o equipamento.
Nas empresas, profissionais de hardware costumam desempenhar funções juntamente com a equipe de infraestrutura. Por muitas vezes analistas de infraestrutura desempenham também as funções de hardware, visto a proximidade com os equipamentos, trabalhando com redes, cabeamento e telefonia. Também são os responsáveis nas assistências técnicas para os reparos de computadores e equipamentos ligados a computação em geral.

A formação em hardware

Até o final dos anos 90, o profissional de hardware quase que invariavelmente migrava da eletrônica para a computação devido ao alto custo dos computadores e componentes para estes. Consertar era quase sempre melhor que substituir um componente, além de que os lançamentos de hardware e software eram mais demorados e mesmo com o avanço da tecnologia, antes da internet, tanto fazia ter um 386 ou um 486, pois o desempenho deles para o básico – como digitar textos e imprimir – era parecido.
O valor de um computador na metade dos anos 90 era muito alto, o suficiente para que poucas pessoas no Brasil tivessem interesse em adquirir um equipamento. E quando este apresentava problema, o custo de reparo era proporcionalmente alto, atraindo muitos profissionais para a área. Existiam poucos cursos específicos para hardware e estes tinham um valor elevado, o que causava também um valor elevado de mão de obra posteriormente. Sem internet a formação sempre dependia da leitura de muitos livros técnicos e manuais de uso dos equipamentos, além de uma maleta repleta de ferramentas e disquetes com drivers e softwares para reparo e diagnósticos de hardware. O próprio hardware era mais complexo de ser trabalhado. Até a metade dos anos 90 não existia plug and play, placas onboard e o principal facilitador: a Internet, que ainda engatinhava. Os consertos dependiam exclusivamente do conhecimento do técnico, o que novamente aumentava o valor da mão de obra.
A partir dos anos 2000, uma grande quantidade de cursos de hardware surgiram no mercado, devido principalmente à diminuição no custo dos computadores por conta do aumento da demanda e ampliação do acesso à Internet. No entanto, proporcionalmente a qualidade destes cursos diminuiu, focando cada vez mais na instalação do sistema operacional e menos na parte eletrônica, ensinando basicamente a encaixar peças e instalar o sistema operacional. Uma grande quantidade de profissionais inundou o mercado se dizendo técnicos de hardware, mas, no entanto, só sabiam encaixar componentes numa placa e instalar o sistema operacional, que é totalmente intuitivo e requer pouco ou nenhum conhecimento em eletrônica ou circuitos. Por conta disso os profissionais de formação acabaram sendo estereotipados por “técnicos encaixa peças”, e muitos procuraram outras colocações dentro da TI ou mesmo em outras áreas.

O mercado para o profissional em hardware

Apesar do que já foi dito sobre a banalização da profissão, o profissional em hardware ainda pode desfrutar de boas oportunidades no mercado de trabalho, basta que procure se especializar. O conhecimento de um profissional deve ir além do básico de encaixar peças e instalar sistemas operacionais. Deve-se procurar conhecer a parte eletrônica dos equipamentos. Da mesma forma que no passado os equipamentos de informática custavam caro hoje existem equipamentos ainda tão caros quanto, dependendo do foco de uso do mesmo. Um computador comprado numa loja de departamentos pode custar algumas centenas de reais, já uma workstation para uso profissional de edição de vídeo, por exemplo, tem um custo muito alto. Para se ter um  ideia, uma única placa de vídeo para uso profissional pode custar mais que um PC básico completo. E com certeza um computador deste porte não pode ter a manutenção realizada por alguém sem conhecimento sólido. O mesmo pode-se dizer de um servidor de rede, alguns custam milhares de reais. Uma configuração errada pode trazer muito prejuízo à empresa que contrata um profissional para o reparo deste equipamento. Além de outros equipamentos aos quais um profissional habilitado pode dar manutenção, como nobreaks e monitores de vídeo.
Hoje não basta “conhecer hardware”, o profissional precisa ser multifacetado. Conhecer também redes, telefonia e infraestrutura serão diferenciais para a carreira. Procurar certificações também é importante para se diferenciar num mercado cada vez mais concorrido.

Finalizando

Existe um bom mercado para o profissional em hardware, desde que ele seja muito bem qualificado. Certificações e conhecimentos em outras áreas podem agregar muito valor a este profissional, pois para que toda a computação aconteça, é preciso um equipamento em bom funcionamento e um profissional que tenha qualificação para isso.
Procure a formação adequada e necessária. Existem poucas escolas que oferecem treinamento profundo em hardware. Procure também estudos individuais para que, por meio do conhecimento, se destaque na profissão e não seja somente mais um no mercado. 
Por: Onildo H. B. Filho para o http://www.profissionaisti.com.br

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O que é Big Data?

Introdução

Você já parou para pensar na quantidade e variedade de dados que geramos e armazenamos a cada dia? Bancos, companhias aéreas, operadoras de telefonia, serviços de busca on-line e redes varejistas são apenas alguns dos inúmeros exemplos de empresas que convivem diariamente com grandes volumes de informações. Mas apenas ter dados não basta: é importante conseguir e saber usá-los. É aí que o conceito de Big Data entra em cena.
Neste texto, você verá o que é Big Data, entenderá o porquê de este nome estar cada vez mais presente no vocabulário dos ambientes de Tecnologia da Informação (TI) e compreenderá os motivos que levam o conceito a contribuir para o cotidiano de empresas, governos e demais instituições.

O conceito de Big Data

A princípio, podemos definir o conceito de Big Data como sendo conjuntos de dados extremamente amplos e que, por este motivo, necessitam de ferramentas especialmente preparadas para lidar com grandes volumes, de forma que toda e qualquer informação nestes meios possa ser encontrada, analisada e aproveitada em tempo hábil.
De maneira mais simplista, a ideia também pode ser compreendida como a análise de grandes quantidades de dados para a geração de resultados importantes que, em volumes menores, dificilmente seriam alcançados.
Big Data
Não é difícil entender o cenário em que o conceito se aplica: trocamos milhões de e-mails por dia; milhares de transações bancárias acontecem no mundo a cada segundo; soluções sofisticadas gerenciam a cadeia de suprimentos de várias fábricas neste exato momento; operadoras registram a todo instante chamadas e tráfego de dados do crescente número de linhas móveis no mundo todo; sistemas de ERP coordenam os setores de inúmeras companhias. Enfim, exemplos não faltam - se te perguntarem, você certamente será capaz de apontar outros sem fazer esforço.

Informação é poder, logo, se uma empresa souber como utilizar os dados que tem em mãos, poderá entender como melhorar um produto, como criar uma estratégia de marketing mais eficiente, como cortar gastos, como produzir mais em menos tempo, como evitar o desperdício de recursos, como superar um concorrente, como disponibilizar serviços para a um cliente especial de maneira satisfatória e assim por diante.
Perceba, estamos falando de fatores que podem inclusive ser decisivos para o futuro de uma companhia. Mas, Big Data é um nome relativamente recente (ou, ao menos, começou a aparecer na mídia recentemente). Isso significa que somente nos últimos anos é que as empresas descobriram a necessidade de fazer melhor uso de seus grandes bancos de dados?
Pode ter certeza que não. Há tempos que departamentos de TI contemplam aplicações de Data Mining, Business Intelligence e CRM (Customer Relationship Management), por exemplo, para tratar justamente de análise de dados, tomadas de decisões e outros aspectos relacionados ao negócio.
A proposta de uma solução de Big Data é a de oferecer uma abordagem ampla no tratamento do aspecto cada vez mais "caótico" dos dados para tornar as referidas aplicações e todas as outras mais eficientes e precisas. Para tanto, o conceito considera não somente grandes quantidades de dados, a velocidade de análise e a disponibilização destes, como também a relação com e entre os volumes.
O Facebook é um exemplo de empresa que se beneficia de Big Data
O Facebook é um exemplo de empresa que se beneficia de Big Data: as bases de dados do serviço aumentam todo dia 
e são utilizadas para determinar relações, preferências e comportamentos dos usuários


Por que Big Data é tão importante?

Lidamos com dados desde os primórdios da humanidade. Acontece que, nos tempos atuais, os avanços computacionais nos permitem guardar, organizar e analisar dados muito mais facilmente e com frequência muito maior.
Este panorama está longe de deixar de ser crescente. Basta imaginar, por exemplo, que vários dispositivos em nossas casas - geladeiras, TVs, lavadoras de roupa, cafeteiras, entre outros - deverão estar conectados à internet em um futuro não muito distante. Esta previsão está dentro do que se conhece como Internet das Coisas.
Se olharmos para o que temos agora, já veremos uma grande mudança em relação às décadas anteriores: tomando como base apenas a internet, pense na quantidade de dados que são gerados diariamente somente nas redes sociais; repare na imensa quantidade de sites na Web; perceba que você é capaz de fazer compras on-line por meio até do seu celular, quando o máximo de informatização que as lojas tinham em um passado não muito distante eram sistemas isolados para gerenciar os seus estabelecimentos físicos.
As tecnologias atuais nos permitiram - e permitem - aumentar exponencialmente a quantidade de informações no mundo e, agora, empresas, governos e outras instituições precisam saber lidar com esta "explosão" de dados. O Big Data se propõe a ajudar nesta tarefa, uma vez que as ferramentas computacionais usadas até então para gestão de dados, por si só, já não podem fazê-lo satisfatoriamente.
A quantidade de dados gerada e armazenada diariamente chegou a tal ponto que, hoje, uma estrutura centralizada de processamento de dados já não faz mais sentido para a maioria absoluta das grandes entidades. O Google, por exemplo, possui vários data centers para dar conta de suas operações, mas trata todos de maneira integrada. Este "particionamento estrutural", é bom destacar, não é uma barreira para o Big Data - em tempos de computação nas nuvens, nada mas trivial.

Os 'Vs' do Big Data: volume, velocidade, variedade, veracidade e valor

No intuito de deixar a ideia de Big Data mais clara, alguns especialistas passaram a resumir o assunto em aspectos que conseguem descrever satisfatoriamente a base do conceito: os cincos 'Vs' - volume, velocidade e variedade, com os fatores veracidade e valor aparecendo posteriormente.
O aspecto do volume (volume) você já conhece. Estamos falando de quantidades de dados realmente grandes, que crescem exponencialmente e que, não raramente, são subutilizados justamente por estarem nestas condições.
Velocidade (velocity) é outro ponto que você já assimilou. Para dar conta de determinados problemas, o tratamento dos dados (obtenção, gravação, atualização, enfim) deve ser feito em tempo hábil - muitas vezes em tempo real. Se o tamanho do banco de dados for um fator limitante, o negócio pode ser prejudicado: imagine, por exemplo, o transtorno que uma operadora de cartão de crédito teria - e causaria - se demorasse horas para aprovar um transação de um cliente pelo fato de o seu sistema de segurança não conseguir analisar rapidamente todos os dados que podem indicar uma fraude.
Variedade (variety) é outro aspecto importante. Os volume de dados que temos hoje são consequência também da diversidade de informações. Temos dados em formato estruturados, isto é, armazenados em bancos como PostgreSQL e Oracle, e dados não estruturados oriundos de inúmeras fontes, como documentos, imagens, áudios, vídeos e assim por diante. É necessário saber tratar a variedade como parte de um todo - um tipo de dado pode ser inútil se não for associado a outros.
O ponto de vista da veracidade (veracity) também pode ser considerado, pois não adianta muita coisa lidar com a combinação "volume + velocidade + variedade" se houver dados não confiáveis. É necessário que haja processos que garantam o máximo possível a consistência dos dados. Voltando ao exemplo da operadora de cartão de crédito, imagine o problema que a empresa teria se o seu sistema bloqueasse uma transação genuína por analisar dados não condizentes com a realidade.
Informação não é só poder, informação também é patrimônio. A combinação "volume + velocidade + variedade + veracidade", além de todo e qualquer outro aspecto que caracteriza uma solução de Big Data, se mostrará inviável se o resultado não trouxer benefícios significativos e que compensem o investimento. Este é o ponto de vista do valor (value).
É claro que estes cinco aspectos não precisam ser tomados como a definição perfeita. Há quem acredite, por exemplo, que a combinação "volume + velocidade + variedade" seja suficiente para transmitir uma noção aceitável do Big Data. Sob esta óptica, os aspectos da veracidade e do valor seriam desnecessários, porque já estão implícitos no negócio - qualquer entidade séria sabe que precisa de dados consistentes; nenhuma entidade toma decisões e investe se não houver expectativa de retorno.
O destaque para estes dois pontos talvez seja mesmo desnecessário por fazer referência ao que parece óbvio. Por outro lado, a sua consideração pode ser relevante porque reforça os cuidados necessários a estes aspectos: uma empresa pode estar analisando redes sociais para obter uma avaliação da imagem que os clientes têm de seus produtos, mas será que estas informações são confiáveis ao ponto de não ser necessário a adoção de procedimentos mais criteriosos? Será que não se faz necessário um estudo mais profundo para diminuir os riscos de um investimento antes de efetuá-lo?
De qualquer forma, os três primeiros 'Vs' - volume, velocidade e variedade - podem até não oferecer a melhor definição do conceito, mas não estão longe de fazê-lo. Entende-se que Big Data trata apenas de enormes quantidades de dados, todavia, você pode ter um volume não muito grande, mas que ainda se encaixa no contexto por causa dos fatores velocidade e variedade.

Soluções de Big Data

Além de lidar com volumes extremamente grandes de dados dos mais variados tipos, soluções de Big Data também precisam trabalhar com distribuição de processamento e elasticidade, isto é, suportar aplicações com volumes de dados que crescem substancialmente em pouco tempo.
O problema é que os bancos de dados "tradicionais", especialmente aqueles que exploram o modelo relacional, como o MySQL, o PostgreSQL e o Oracle, não se mostram adequados a estes requisitos, já que são menos flexíveis.
Isso acontece porque bancos de dados relacionais normalmente se baseiam em quatro propriedades que tornam a sua adoção segura e eficiente, razão pela qual soluções do tipo são tão populares: Atomicidade, Consistência, Isolamento e Durabilidade. Esta combinação é conhecida como ACID, sigla para o uso destes termos em inglês: Atomicity, Consistency, Isolation e Durability. Vejamos uma breve descrição de cada uma:
  • Atomicidade: toda transação deve ser atômica, isto é, só pode ser considerada efetivada se executada completamente;
  • Consistência: todas as regras aplicadas ao banco de dados devem ser seguidas;
  • Isolamento: nenhuma transação pode interferir em outra que esteja em andamento ao mesmo tempo;
  • Durabilidade: uma vez que a transação esteja concluída, os dados consequentes não podem ser perdidos.
O problema é que este conjunto de propriedades é por demais restritivo para uma solução de Big Data. A elasticidade, por exemplo, pode ser inviabilizada pela atomicidade e pela consistência. É neste ponto que entra em cena o conceito de NoSQL, denominação que muitos atribuem à expressão em inglês "Not only SQL", que em tradução livre significa "Não apenas SQL" (SQL -Structured Query Language - é, em poucas palavras, uma linguagem própria para se trabalhar com bancos de dados relacionais).
O NoSQL faz referência às soluções de bancos de dados que possibilitam armazenamento de diversas formas, não se limitando ao modelo relacional tradicional. Bancos do tipo são mais flexíveis, sendo inclusive compatíveis com um grupo de premissas que "compete" com as propriedades ACID: a BASE (Basically Available, Soft state, Eventually consistency - Basicamente disponível, Estado Leve, Eventualmente consistente).
Não é que bancos de dados relacionais tenham ficado ultrapassados - eles são e continuarão por muito tempo sendo úteis a uma série de aplicações. O que acontece é que, geralmente, quanto maior um banco de dados se torna, mais custoso e trabalhoso ele fica: é preciso otimizar, acrescentar novos servidores, empregar mais especialistas em sua manutenção, enfim.
Via de regra, escalar (torná-lo maior) um bancos de dados NoSQL é mais fácil e menos custoso. Isso é possível porque, além de contar com propriedades mais flexíveis, bancos do tipo já são otimizados para trabalhar com processamento paralelo, distribuição global (vários data centers), aumento imediato de sua capacidade e outros.
Além disso, há mais de uma categoria de banco de dados NoSQL, fazendo com que soluções do tipo possam atender à grande variedade de dados que existe, tanto estrurados, quanto não estruturados: bancos de dados orientados a documentos, bancos de dados chave/valor, bancos de dados de grafos, enfim.
Exemplos de bancos de dado NoSQL são o Cassandra, o MongoDB, o HBase, o CouchDB e o Redis. Mas, quando o assunto é Big Data, apenas um banco de dados do tipo não basta. É necessário também contar com ferramentas que permitam o tratamento dos volumes. Neste ponto, o Hadoop é, de longe, a principal referência.
Exemplos de bancos de dados noSQL: Cassandra, MongoDB, HBase, CouchDB e Redis
Exemplos de bancos de dados noSQL: Cassandra, MongoDB, HBase, CouchDB e Redis


O que é Hadoop?

O Hadoop é uma plataforma open source desenvolvida especialmente para processamento e análise de grandes volumes de dados, sejam eles estruturados ou não estruturados. O projeto é mantido pela Apache Foundation, mas conta com a colaboração de várias empresas, como Yahoo!, Facebook, Google e IBM.
Pode-se dizer que o projeto teve início em meados de 2003, quando o Google criou um modelo de programação que distribui o processamento a ser realizado entre vários computadores para ajudar o seu mecanismo de busca a ficar mais rápido e livre da necessidades de servidores poderosos (e caros). Esta tecnologia recebeu o nome de MapReduce.
Alguns meses depois, o Google apresentou o Google File System (GFS), um *sistema de arquivos especialmente preparado para lidar com processamento distribuído e, como não poderia deixar de ser no caso de uma empresa como esta, grandes volumes de dados (em grandezas de terabytes ou mesmo petabytes).
*Em poucas palavras, o sistema de arquivos é um conjunto de instruções que determina como os dados devem ser guardados, acessados, copiados, alterados, nomeados, eliminados e assim por diante.
Em 2004, uma implementação open source do GFS foi incorporada ao Nutch, um projeto de motor de busca para a Web. O Nutch enfrentava problemas de escala - não conseguia lidar com um volume grande de páginas - e a variação do GFS, que recebeu o nome Nutch Distributed Filesystem(NDFS), se mostrou como uma solução. No ano seguinte, o Nutch já contava também com uma implementação do MapReduce.
Na verdade, o Nutch fazia parte de um projeto maior: uma biblioteca para indexação de páginas chamada Lucene. Os responsáveis por estes trabalhos logo viram que o que tinham em mãos também poderia ser usado em aplicações diferentes das buscas na Web. Esta percepção motivou a criação de outro projeto que engloba características do Nutch e do Lucene: o Hadoop, cuja implementação do sistema de arquivos recebeu o nome de Hadoop Distributed File System (HDFS).
O Hadoop é tido como uma solução adequada para Big Data por vários motivos:
- É um projeto open source, como já informado, fato que permite a sua modificação para fins de customização e o torna suscetível a melhorias constantes graças à sua rede de colaboração. Por causa desta característica, vários projetos derivados ou complementares foram - e ainda são - criados;
- Proporciona economia, já que não exige o pagamento de licenças e suporta hardware convencional, permitindo a criação de projetos com máquinas consideravelmente mais baratas;
- O Hadoop conta, por padrão, com recursos de tolerância a falhas, como replicação de dados;
- O Hadoop é escalável: havendo necessidade de processamento para suportar maior quantidade de dados, é possível acrescentar computadores sem necessidade de realizar reconfigurações complexas no sistema.
É claro que o Hadoop pode ser usado em conjunto com bancos de dados NoSQL. A própria Apache Foundation mantém uma solução do tipo que é uma espécie de subprojeto do Hadoop: o já mencionado banco de dados HBase, que funciona atrelado ao HDFS.
Logotipo do Hadoop
A denominação Hadoop tem uma origem inusitada: este é o nome que o filho de Doug Cutting, principal nome por 
trás do projeto, deu ao seu elefante de pelúcia amarelo


O Hadoop, é bom frisar, é a opção de maior destaque, mas não é a única. É possível encontrar outras soluções compatíveis com NoSQL ou que são baseadas em Massively Parallel Processing(MPP), por exemplo.

Finalizando

Não podemos considerar as soluções de Big Data como um arsenal computacional perfeito: sistemas do tipo são complexos, ainda desconhecidos por muitos gestores e profissionais de TI e a sua própria definição ainda é passível de discussão.
O fato é que a ideia de Big Data reflete um cenário real: há, cada vez mais, volumes de dados gigantescos e que, portanto, exigem uma abordagem capaz de aproveitá-los ao máximo. Apenas para dar uma noção deste desafio, a IBM divulgou no final de 2012 que, de acordo com as suas estimativas, 90% dos dados disponíveis no mundo foram gerados apenas nos dois anos anteriores. Até o final de 2015, este volume todo terá aumentado pelo menos duas vezes. Diante deste ponto de vista, é um tanto precipitado encarar a expressão "Big Data" como uma mero "termo da moda".
Escrito por  para o http://www.infowester.com/